Modelo pode ajudar a prever como espécies da Mata Atlântica responderão às mudanças climáticas

February 11, 2014

Por Karina ToledoAgência FAPESP – Compreender os processos evolutivos, geológicos, climáticos e genéticos por trás da enorme biodiversidade e do padrão de distribuição de espécies da Mata Atlântica e, com base nesse conhecimento, criar modelos que permitam prever, por exemplo, como essas espécies vão reagir às mudanças no clima e no uso do solo.

 

Esse é o objetivo central do projeto de pesquisa "Dimensions US-BIOTA São Paulo: integrando disciplinas para a predição da biodiversidade da Floresta Atlântica no Brasil", que reúne cientistas do Brasil e dos Estados Unidos. O projeto é realizado no âmbito de um acordo de cooperação científica entre o Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Recuperação e Uso Sustentável da Biodiversidade do Estado de São Paulo (BIOTA-FAPESP) e o programa Dimensions of Biodiversity, da agência federal norte-americana de fomento à pesquisa National Science Foundation (NSF).

 

“Além de ajudar a prever o que poderá ocorrer no futuro com as espécies, os modelos ajudam a entender como está hoje distribuída a biodiversidade em áreas onde os cientistas não têm acesso. Como fazemos coletas por amostragem, seria impossível mapear todos os microambientes. Os modelos permitem extrapolar essas informações para áreas não amostradas e podem ser aplicados em qualquer tempo”, explicou Ana Carolina Carnaval, professora da The City University of New York, nos Estados Unidos, e coordenadora do projeto de pesquisa ao lado de Cristina Miyaki, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP).

 

A proposta, segundo Carnaval, é promover a integração de pesquisadores de diversas áreas – como ecologia, geologia, biogeografia, genética, fisiologia, climatologia, taxonomia, paleologia, geomorfologia – e unir ciência básica e aplicada em benefício da conservação da Mata Atlântica.

 

O bioma é considerado um dos 34 hotspots mundiais, ou seja, uma das áreas prioritárias para a conservação por causa de sua enorme biodiversidade, do alto grau de endemismo de suas espécies (ocorrência apenas naquele local) e da grande ameaça de extinção resultante da intensa atividade antrópica na região.

 

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